Luz no fim do túnel: cenário é promissor para a hotelaria brasileira

Estudo do FOHB - Fórum de Operadores Hoteleiros no Brasil em parceria com HotelInvest aponta cenário otimista para o setor hoteleiro no Brasil

Luz no fim do túnel: cenário promissor para a hotelaria brasileira
Por Shutterstock

Depois de um 2020 dramático e um presente ano ainda incerto,  o futuro, na hotelaria brasileira, se mostra bem promissor. Não se trata de desejo, tampouco exercício de futurologia, mas realidade justificada em números. Em recente estudo divulgado na primeira semana de abril pelo FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, em parceria com a HotelInvest, observa-se claramente um cenário auspicioso.

Tão logo a crise atual seja superada, - com início de recuperação gradual entre maio e junho e aceleração no segundo semestre, desde que o ritmo da vacinação seja mantido- espera-se um crescimento da hotelaria para além dos resultados pré-pandemia. O documento elaborado pelo FOHB e HotelInvest informa que investidores continuam certos na recuperação do setor. O volume de novos negócios hoteleiros no país caiu apenas 12,1% em comparação com o ano anterior e hoje é de R$ 6,1 bilhões, referentes a 147 novos hotéis em desenvolvimento. Apesar dos 46 projetos cancelados, foram assinados, no pior ano da história da hotelaria brasileira, 48 novos contratos. A maior parte na região Sudeste. 

Chama atenção a aposta no segmento de alto padrão

Empreendimentos upscale e upper uspcale representam  27% dos investimentos. Apesar de os hotéis de luxo representarem apenas 7% das UHs em desenvolvimento, o montante total a ser investido nestas propriedades é de aproximadamente R$ 1,65 bilhão. Excelente notícia para fornecedores do setor, uma vez que tais empreendimentos consomem mais produtos e serviços.  Outra boa notícia é que, além de trazerem marcas de grande peso no mercado internacional, são projetos de investidores qualificados, como grandes fundos de investimento internacionais. Forte solidez e visão estratégica. 

“Mas não são apenas os investimentos que resgatam o otimismo no setor.  A pior crise pelo qual o setor passou  fez com que os brasileiros redescobrissem os destinos turísticos nacionais. Além disso, a otimização de diversos processos operacionais na hotelaria geraram novos padrões que se manterão após o fim da pandemia, como os novos protocolos de limpeza, as economias operacionais e a implantação de novas tecnologias, como o check-in eletrônico” explica Pedro Cypriano, sócio da HotelInvest. 

Resultados positivos para atitivade de lazer em hotelaria brasileira

É claro que o mercado segue turbulento, crítico sobretudo para a hotelaria corporativa. Mas é preciso lembrar que a atividade hoteleira de lazer, por exemplo, não parou. Bem ao contrário.  Muitos empreendimentos no litoral brasileiro apresentaram resultados positivos surpreendentes. Hotéis em um raio de 300 km dos grandes centros urbanos serviram de refúgio para muitas famílias. O trabalho remoto possibilitou longas estadas em hotéis do sul da Bahia, litoral paulista e nos balneários de Santa Catarina. 

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Futuro da hotelaria brasileira: confira entrevista com Orlando de Souza

Para comentar os resultados do estudo, entrevistamos Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB- Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. 

Blog Hospitalidade Brasil – Qual o apontamento financeiro podemos ter em relação ao futuro, a partir dos números atuais da hotelaria brasileira? 

Orlando de Souza- Hoje, no chamado turismo corporativo, as viagens estão praticamente estagnadas. Os resultados dos hotéis são negativos e isso tem como consequência a imediata redução das rentabilidades acarretando uma desvalorização dos ativos.  

BHB-  Que medidas estão sendo adotadas pelos hotéis no momento atual com as restrições ainda maiores por conta do avanço de contaminações pelo covid-19? 

OS– As medidas variam de rede para rede e de hotel para hotel. Depende da característica do equipamento, da localização, entre outros fatores. Pode haver uma decisão de manter a unidade fechada até uma recuperação da demanda. É possível haver também uma operação mínima trazendo o break even ajustado a um nível mínimo de custos e, em casos excepcionais, pode ser mantida uma operação mais robusta em função de uma demanda específica  como, por exemplo,  hotéis no Rio de Janeiro que atendem plantas de óleo e gás ou plantas industriais, em outros estados. 

BHB- Atualmente, a que passo caminham os investimentos no setor de hotelaria brasileiro? 

OS- O ritmo, claro, está mais lento do que em períodos anteriores. Porém, em estudo recente vimos que, apesar de cancelamentos de alguns lançamentos aguardados no ano passado, outros lançamentos estão sendo previstos no pipe line de algumas redes, chamando a atenção principalmente para a hotelaria econômica em cidades do interior. 

BHB- Existem muitos hotéis em desenvolvimento no Brasil? 

OS- Pelos nossos estudos há um total de 147 projetos de novos hotéis no pipe line das empresas, com um investimento estimado de 6.1 bilhão de reais. 

Inovações e tendências da hospitalidade 

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