Robôs recepcionistas: os novos aliados do setor hoteleiro

O que esperar das novas inteligências artificiais, que podem ajudar no trabalho de locais hospitaleiros.

“Bom dia! Poderiam, por gentileza, me informar o nome completo e a reserva dos senhores?”. Com certeza todos já ouviram isso, vindo de pessoas em recepções de hotéis. Porém, a tendência para o segmento de hotelaria nos tempos futuros conta com uma mudança muito importante, que é a implantação de robôs em recepções.

Atualmente nos Estados Unidos cresce de forma exponencial o uso de inteligências artificiais para realizar trabalhos em recepções. Portanto, é bem comum encontrar robôs, na governança e, também, em A&B: entrega de toalhas, escovas de dentes e até mesmo pedidos do room service.

No Brasil, o primeiro hotel a realizar a implantação de robôs em recepções para o atendimento de clientes foi o Ramada Encore Berrini, de São Paulo, que adotou o robô, nomeado Rebeca Ramada, como um de seus funcionários. Rebeca, por exemplo, era programada para circular no lobby do hotel e atender os hóspedes através da interpretação de voz, porém não efetuava entregas e nem recebia pedidos.

 Para falar um pouco mais dos impactos da implantação de robôs em recepções hoteleiras, conversamos com Spencer Santos – Head de Operações da Pluginbot, empresa que trabalha no desenvolvimento de robôs.

Blog da Hospitalidade Brasil: Como a robótica pode ajudar nos hotéis e hospitais?

Spencer Santos: A transformação digital vem impulsionando a forma como lidamos com as experiências e expectativas. Estamos no momento do “agora” e esse agora faz toda a diferença para quem usa a inteligência artificial ao seu favor.

O uso dos robôs físicos e digitais (chatbots) em hotéis e hospitais tem como o principal benefício a economia do tempo, um ativo finito que pode ser mais bem aplicado na criação de experiências e estratégias para os Negócios e clientes. Ou seja, incluir os robôs em atividades que vão desde o fornecimento de informações, interação com humanos, até a entrega de um pedido no quarto colabora com uma cultura mais digital.

E não só isso, todas as tarefas realizadas pelos robôs podem ser acessadas pela plataforma de gestão das empresas para a obtenção de insights e tomada de decisões estratégicas que contribua com uma operação mais eficiente e produtiva.

Qual o cenário para os próximos anos?

Com a chegada da tecnologia 5G, o céu não é mais o limite. Combinada com a Inteligência Artificial e robótica os cenários e oportunidades, no âmbito social e econômico, são inúmeros. Trabalhar de casa já é uma realidade o que permite a criação de novas profissões e inclusão de pessoas que eram impedidas de trabalhar devido a distância ou por dificuldades de mobilidade.

Isso potencializa a qualidade de vida das pessoas porque elas terão a tecnologia trabalhando ao seu favor.

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Robôs tiram empregos?

Os robôs criam oportunidades e laços emocionais na colaboração e aprendizado com os humanos. Robôs de serviço, por exemplo, tem a missão de realizar tarefas repetitivas ou que exponham pessoas ao risco. Já os robôs assistenciais contribuem na saúde emocional de um paciente ao contar uma história ou até mesmo incentivar pela sua rápida recuperação. E todos obtém o benefício dessa parceria porque aprendemos com o diferente. 

A pandemia atrapalhou os negócios?

A pandemia acelerou a adoção das tecnologias que envolvem Inteligência Artificial e robôs. Os hospitais foram os primeiros a incluir robôs de Telepresença direcionado para o atendimento do paciente e humanização através da televisita.

O uso do Ninegrid (app de Nutrição) nos hospitais também fortalece a humanização porque ele digitaliza todo o processo de pedidos possibilitando o acompanhamento do tratamento alimentar de forma mais eficiente.

Em relação ao resto do mundo, como está o Brasil em relação ao emprego de robôs?

Na América Latina o Brasil é líder no uso de robôs industriais perdendo apenas para o México. De acordo com os dados da Federação Internacional de Robótica (IFR). Quando falamos de robôs de serviços e assistenciais, comparado com o Japão, China e EUA, estamos amadurecendo e vemos grandes oportunidade de expansão com o desenvolvimento de robôs e tecnologias próprias para atender o mercado Latino-Americano.

E já é uma realidade ver os nossos robôs operando em aeroportos, hospitais, indústrias e varejo. Mas só perceberemos o real impacto no uso dessas tecnologias quando as pessoas passarem a consumir os serviços dos robôs em grande escala.

Agora que você já descobriu novas possibilidades com os robôs recepcionistas, leia sobre chatbots para a hospitalidade.

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