Sinalização: aliada da hospitalidade

Mais que exigência legal é também parte do marketing.

Sinalização: aliada da hospitalidade

Foi-se o tempo que as sinalizações em espaços comerciais davam recados bem humorados em cartolinas. As placas no estilo “Promoção! Peça fiado e ganhe um não” nas padarias e bares passavam recados claros e divertidos, intuitivamente alinhados à atmosfera do ambiente.

Hoje as sinalizações – exigidas por leis – buscam garantir a segurança e bem estar do público, resguardar de ações jurídicas os estabelecimentos, melhorar o fluxo de circulação, interferindo minimamente no design e no conceito arquitetônico dos espaços.

A tecnologia permitiu rapidez e interatividade nas mensagens e também deu as condições necessárias para que todos os clientes, inclusive pessoas com deficiência, pudessem ter acesso às informações.

Luzes de emergência, com duração cada vez maior, e aparelhos sonoros, para pessoas com deficiência visual, com o tempo ganharam muita qualidade. É possível ver outros avanços, como sinalizações em escadas, com adesivos reflexivos de grande efetividade e a utilização de lâmpadas e fitas de LED para fazer indicações mais chamativas.

Atualmente uma ótima maneira de otimizar espaços é usando sinalizações horizontais -como pinturas no chão e tapetes- e placas em paredes, deixando de lado totens e placas com tripé, que podem ocupar muito espaço

Falamos com Vinicius Felipe, Diretor da Everlux, empresa especializada em sinalização e expositora no Equipotel 2021, sobre algumas questões atuais no setor hoteleiro.

Blog Hospitalidade Brasil: Boa comunicação e questões legais são as principais razões para se investir na sinalização. Há outros motivos? Quais?

Vinícius Felipe: A importância da sinalização de emergência tem sido cada vez mais discutida, principalmente quando ocorrem sinistros com vítimas. Muitas situações dramáticas poderiam ter sido minimizadas ou até mesmo evitadas se houvesse a sinalização de emergência adequada nos locais onde ocorreram. A sinalização de emergência auxilia na redução dos riscos de ocorrência de incêndios, alerta para os eventuais riscos existentes nas edificações e garante que sejam adotadas as medidas necessárias para situações de risco, facilitando a localização dos equipamentos e a localização das rotas de saída para o abandono de forma segura.

Além disso, grande parte dos Corpos de Bombeiros dos Estados do Brasil utiliza como referência técnica para sinalização de emergência, a norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 16820:2020 – Sistemas de sinalização de emergência – Projeto, requisitos e métodos de ensaio, publicada dia 29 de setembro de 2020 e que cancela as normas NBR 13434 partes 1, 2 e 3. 

Em outros estados, são utilizadas como regra as suas próprias instruções técnicas, como observado no caso do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo através da IT-20 (Instrução Técnica 20).

Que mudanças ocorreram nas sinalizações com a pandemia?

VF: Com a chegada da COVID-19, foi necessária a criação de um portfólio de sinalização desenvolvida especialmente para gerenciar a prevenção e redução de exposição ao risco do novo Coronavírus, comunicando os requisitos necessários para o eficaz distanciamento social, controle de infecções através dos protocolos de higiene e o uso de EPIs.

Quais são as novidades tecnológicas usadas para sinalização?

VF: Devido à grande procura pelos clientes por modelos de sinais complementares que atendam às demandas de sinalização de procedimentos de segurança contra a COVID, o mercado ampliou o portfólio desta família de sinalização para melhor atendimento das necessidades e particularidades deste segmento, onde destacam-se as seguintes novidades: procedimentos de segurança para uso de elevador; procedimentos do uso da máscara de proteção; orientação para o descarte de máscaras e luvas; uso de máscara e limpeza das mãos; medição obrigatória da temperatura corporal; proibição para uso de provadores; assentos indisponíveis entre outros

Como trabalhar sinalização e acessibilidade? Principalmente quando falamos de pessoas com deficiência visual.

VF: A norma da ABNT NBR-9050:2015 dispõe de todos os critérios necessários para a adequação da sinalização dos ambientes para pessoas com deficiência (PcDs), incluindo deficiência visual, através de sinalização braille, piso tátil e a aplicação de cores com contrastes. A NBR-9050 tornou-se obrigatória no país através da Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015, conhecida como “Lei da Inclusão” e é de responsabilidade das prefeituras a fiscalização dos ambientes, antes da liberação do alvará de funcionamento ou mesmo no seu processo da renovação.

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