perspectivas 2021 para a hotelaria

Desde os primeiros meses de pandemia o setor hoteleiro é um dos mais afetados. O cenário dramático sofreu poucas alterações nos últimos meses do de 2020.

A 160ª edição do InFOHB apresenta números indicando que no Brasil houve uma variação negativa de 48,2% na taxa de ocupação, se comparados os meses de novembro dos anos de 2019 e 2020.

Ainda segundo o relatório do FOHB- Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, os dados no período de janeiro a novembro de 2020 apresentam uma queda de 50,7% na taxa de ocupação, enquanto na diária média, a queda foi menos impactante, com 5,4%.

As regiões do Brasil com as taxas de ocupação mais afetadas durante o ano foram: o Sudeste, com um decréscimo de 52,5% e o Norte, que teve uma queda de 40,3%

Enquanto isso, a análise sobre a diária média em cada região registrou um acréscimo no Nordeste, em relação ao ano anterior. O aumento de 3,9% deixou a área, como a única em situação de crescimento.

Apesar das expectativas mundiais serem pessimistas, prevendo apenas para 2024 a recuperação do setor, alguns hotéis, por todo o mundo, já buscam adequar seus custos e criar receitas, para diminuir os prejuízos em 2021.

Cinco atitudes que podem auxiliar na atração de novos hóspedes

Não falta empenho tampouco criatividade da indústria para que a retomada das atividades e recuperação das perdas se dê no menor prazo. Especialistas apontam a necessidade da  redução de gastos com manutenções (mantendo o padrão de qualidade), até a busca por soluções que atraiam mais hóspedes. É possível considerar cinco pilares na estratégia de hotéis, motéis, hostels e pousadas para o novo ano:

  1. Aproximação com os “Viajantes 4.0”, através do oferecimento do maior número possível de serviços, para a jornada de compra do usuário;
  2. Esforço incessante de uma posição de destaque dentro do ranqueamento nos motores de busca;
  3. Incorporação de aluguéis por temporada em acomodações hoteleiras;
  4. Inclusões dentro de aplicativos, que oferecem serviços de reserva (como o Booking e o AirBnb);
  5. Foco no turismo interno, grande tendência em 2020. O turismo doméstico continuará com possibilidade de alta.

Com esses pontos o setor pode buscar uma elevação, em relação ao ano de 2020.

Uma palavra-chave: Estabilidade

Um cenário menos turbulento, seja ele sanitário, político e econômico é o que empresários do setor mais precisam.  

Para Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB,  “não falta vontade, disposição e até competência técnica por parte da iniciativa privada. Mas um projeto de país e futuro sempre foi trocado por projetos de poder e falta de continuidade de políticas públicas. Nossa indústria necessita de uma visão de longo prazo.”

“Para o primeiro semestre de 2021 espera-se números similares aos do último trimestre de 2020, ou seja, uma taxa de ocupação média de 33%” completa Orlando.

O presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, lembra que “desde março, o nosso trade enfrenta uma crise econômica seríssima. Onosso trabalho árduo refletiu no aumento de 7,1% do Índice de Atividades Turísticas, em outubro. Apesar do percentual positivo, ainda acumulamos uma perda de 38,2% neste ano. Antes da chegada do coronavírus no Brasil, o Turismo passava por bons momentos. Para que consigamos retornar ao patamar de fevereiro de 2020, o indicador calculado pelo IBGE precisa ter um aumento de, aproximadamente, 54,7%.”

Mas há consenso da resiliência e criatividade do setor. Também não há nenhuma dúvida sobre a demanda reprimida. Entidades da hotelaria reconhecem que o brasileiro quer viajar. Por isso o trade turístico lançou inúmeras iniciativas para promover o Turismo Responsável.

O início das campanhas de imunização está próximo. Um segundo semestre com maior crescimento e recuperação econômica está dentro das análises conservadoras.

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