Como os hostels estão se adaptando durante isolamento

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Compactos e com ambientes compartilhados, hostels se ajustam à nova realidade para continuarem com seu principal diferencial competitivo. Saiba mais!

Compartilhar experiências, vivências, conhecer pessoas de outras regiões do país e do mundo e reduzir os custos com hospedagem são experiências que fizeram com que os hostels se tornassem cada vez mais populares entre os millenials e aqueles que gostam de poupar despesas. Contudo, com o isolamento social, como os hostels estão fazendo para se adaptar a essa nova realidade?

Descubra como estão sendo as adaptações bem como as novidades para manterem seus negócios na nova realidade.

Primeiramente, relembrando que é um hostel:

Hostel é um tipo de acomodação mais econômica, com experiência social compartilhada. Geralmente conta com espaços de coworking, cozinha e outras áreas abertas para todos os hóspedes. De acordo com a HI Hostel (Hostelling International), associação mundial de hostels, existem alguns pré-requisitos para se considerar um hostel.

Na estrutura, por exemplo, é preciso ter quartos compartilhados, cozinha aberta, área de convivência e área de refeições. Além disso, a recepção, wi-fi gratuito e acesso 24h fazem parte do conceito de hostel que precisa estar constituído legalmente. “O hostel também precisa cumprir os requisitos básicos da HI referentes ao atendimento, segurança, limpeza, conforto e privacidade”, comenta Marisa Sandes, da HI Hostel Brasil.

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Como os hostels vão se adaptar

Em virtude do distanciamento social, as estruturas conhecidas de um hostel foram alteradas. Entre as medidas aplicadas estão, sobretudo, os protocolos de segurança, ocupação reduzidas, quartos compartilhados apenas com amigos e família, check in e check out online e uso de EPIs.

Marina Moretti, do Ô de Casa Hostel, conta que devido a sociabilidade dos hostels, é necessário criar uma solução para que os hóspedes voltem a conviver com segurança. Por isso, elencou algumas adaptações:

“Os bons hostels têm se adaptado a protocolos de segurança, tal como o incentivo ao distanciamento e uso de máscara, a disponibilização de álcool gel, a diminuição na ocupação máxima, a instalação de barreiras físicas para minimizar o contato direto entre as pessoas, check-in sem contato, novos processos, entre outras adaptações. Adotamos essas medidas para minimizar os efeitos da pandemia no presente, e esperamos que no futuro possamos voltar a estar perto de outras pessoas com tranquilidade. ”

A HI Hostel, por exemplo, que tem mais de 32 hostels credenciados no Brasil, conta que 70% dos hostels fecharam temporariamente e o restante se manteve aberto seguindo as orientações dos seus locais.

“Alguns hostels devem criar serviços, como adaptar a estrutura para coworking, diminuir o número de leitos no compartilhado, reservar o quarto apenas para grupo de amigos ou família ou até diminuir o número de quartos compartilhados, transformando-os em privativos. Os que permaneceram abertos procuraram estabelecer parcerias locais e intensificar a presença nas redes sociais”, conta Marisa Sandes.

Qual a previsão sobre o comportamento dos hóspedes

Em todos os segmentos da hospitalidade percebemos hóspedes e clientes mais preocupados com a biossegurança do local que está visitando, por isso existem diversos selos de segurança sendo elaborados. “Acreditamos que os hóspedes ficarão mais atentos aos procedimentos de limpeza e, se por um lado com o isolamento social a palavra-chave é manter o distanciamento, após vacina voltarão a aproveitar o melhor dos hostels, que é justamente o compartilhar experiências e fazer novas amizades”, comenta Marisa Sandes.

Marina Moretti também acredita nas preocupações com a segurança. “Com certeza todos serão exigentes quanto aos procedimentos de segurança enquanto a pandemia durar, e alguns processos de limpeza e cuidados ficarão como legado e estabelecerão um novo padrão para sempre. Os hostels, que são por definição ambientes muito internacionais, vão atender principalmente o viajante doméstico, ainda pouco habituado a esse conceito de hospedagem.

Ao nosso setor cabe o desafio de aproveitar esse tempo para consolidarmos os hostels como opção de hospedagem para toda essa geração de brasileiros, o que será extremamente engrandecedor para toda a cadeia de turismo jovem e de lazer do país”, finaliza.

O presente e o futuro da hospitalidade

Assim como os hostels, os outros setores da hospitalidade também se adaptaram durante o isolamento social. Desde a preocupação com a sustentabilidade até com programas de fidelidade, os meios de hospedagem seguem inovadores e resilientes!

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