Governantas recebem novo protocolo de higienização

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Cropped image of a young hotel maid standing and holding fresh clean towels

Assim como os demais segmentos da hospitalidade, a área de governantas tem buscado formas de retornar seus serviços de forma segura e rápida. Saiba mais!

Nos meios de hospedagem, as governantas fazem parte de uma área fundamental, uma vez que são responsáveis por liderar a equipe que trabalha na limpeza e arrumação dos quartos dos estabelecimentos. Além disso, atuam formando e instruindo equipes em relação aos novos protocolos de biossegurança.

Justamente pelo grande foco na área de organização e limpeza, o Blog Hospitalidade Brasil foi apurar as importantes mudanças que serão fundamentais para o novo momento do setor.

Por isso, conversamos com Maria José Dantas, presidente da ABG – Associação Brasileira de Governança Nacional. Atualmente, a associação reúne as principais governantas e cargos de chefia dos meios de hospedagem pelo Brasil, que gira em torno de mais de 1500 associados.

Em resumo, a entidade é responsável por promover a integração e representar o setor em todo o território nacional, com objetivo de desenvolver e qualificar os profissionais da área. Ninguém melhor para falar sobre esse assunto, não é mesmo?

Confira como foi nossa conversa com a presidente:

O que mudará no dia a dia das governantas?

A princípio, as mudanças vieram com a divisão do processo de higienização e limpeza. Anteriormente, a camareira preparava o apartamento em um único momento, com limpeza, desinfecção e a arrumação. A partir de hoje, no novo protocolo, um dos principais pilares é a segurança sanitária e biológica. Por isso, a desinfecção das UH’s vai obedecer a alguns procedimentos utilizados até na área hospitalar, cujo critério essencial é a não contaminação cruzada.

Portanto, agora divisão proporciona um procedimento que começa entre o processo sujo e o processo limpo. Processo sujo é a limpeza e desinfecção e o processo limpo é a arrumação e organização de todos os itens do quarto, já higienizados. Isso significa, na prática, que a camareira passaria a fazer todo o processo de desinfecção e limpeza, para depois fazer o processo de organização.

Se o empreendimento tiver condição, o ideal é ter dois funcionários para essa divisão:  um faz o processo sujo e a outro o processo limpo.

Quais as tecnologias podem ser usadas nesse novo processo?

Na verdade, o processo mecânico de desinfecção manual dos itens sempre existiu. O mercado está se valendo de tecnologias complementares ao processo, a luz UV é uma delas. Essa tecnologia permite a desinfecção depois do trabalho da camareira, atuando no apartamento por um período maior, para complementar o processo de assepsia, em áreas que uma pessoa não alcança.

Muitos empreendimentos estão também adotando a nebulização com princípios ativos recomendados pela ANVISA para higienização: peróxido de hidrogênio e quaternário de amônia, para superfícies de tecidos, que são extremamente eficientes.

Como funcionou a criação do novo protocolo?

Podemos dizer que protocolo foi criado a 100 mãos, isso porque criamos comitês em nível nacional, para uma validação do setor. Foram 50 profissionais para a validação técnica, dentre eles alguns especialistas que vieram da área hospitalar e química. Esses profissionais trouxeram o know how para elaborarmos um protocolo totalmente seguro e baseado nas melhores práticas e referências da área hospitalar. A validação também contou com o apoio de gerentes, diretores e presidentes de hotéis, pousadas, resorts, redes hoteleiras e entidades, que incluíram considerações sobre regiões.

A ideia com o protocolo é que ele pudesse ser aplicado em qualquer empreendimento de hospitalidade do Brasil. Queríamos que os participantes dos comitês trouxessem o conhecimento da sua região para enriquecer o protocolo.

O processo de limpeza a ser adotado no novo protocolo é o mesmo aplicado em hospitais?

Na verdade, a gente não pode e nem precisa usar tudo o que é utilizado em hospitais, mas é necessário ter esse setor como referência.

Qual será a importância da governança neste momento? A empregabilidade irá aumentar?

A governanta neste momento está em evidência. Absolutamente toda a hotelaria está com atenção voltada o setor, por sua enorme responsabilidade nesse processo. Por isso, penso que para as governantas é uma oportunidade de mostrar a importância que temos.

Apesar do mercado está muito restrito, com baixo fluxo de caixa chegando até zero, acredito que as governantas terão oportunidade de conquistar e manter seus empregos. Afinal de contas, todo hotel precisa dessa figura técnica, especializada no processo de limpeza, na coordenação de grandes equipes.

No entanto, tudo também dependerá do nível de qualificação da governanta. Tanto a hotelaria de forma generalizada quanto a área de governança terão que se reinventar. Todos nós precisamos aprender a lidar com essa nova situação e valer dos novos recursos.

Não há dúvidas que se reinventar e obter novos conhecimentos é essencial neste momento. Tanto os outros setores da hospitalidade, quanto as Governantas precisarão se adequar aos novos procedimentos de higienização e biossegurança e darem base segura para o avanço dos negócios do setor.

Fique por dentro do novo protocolo, acessando o Manual de Housekeeping criado pela ABG e busque por demais notícias relacionadas.

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