A multifuncionalidade dos profissionais da hotelaria

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A regra é clara: mesmo na escola, você não estuda ou faz só o que mais gosta. Em jornalismo você vai ter aulas de sociologia, publicidade, filosofia, além de rádio e tv. Estudantes de administração, por sua vez, podem ser apaixonados por finanças, mas são obrigados a entender de marketing, cultura organizacional e gestão de pessoas.  O mundo corporativo não foge à regra, especialmente na hotelaria. Antes de chegar à Gerência Geral, profissionais devem passar pela hospedagem, A&B e até pelas áreas de apoio, como controladoria e vendas.  Embora a constatação não seja de hoje, a situação da economia nos faz refletir sobre o papel da multifuncionalidade – famoso multitasking – para os profissionais.

Em um cenário de retração na economia e, ainda que temporária, redução das equipes, quem deve continuar na folha de pagamento? O especialista ou o generalista? Diante de um possível afastamento, por questões de saúde, colegas de operação podem cobrir quem está de licença? Afinal, o que é ser multifuncional?

Quem é o profissional multifuncional na hotelaria?

Longe do profissional “faz tudo” que não faz nada direito, esse indivíduo tem algumas características possíveis de visualizar: é proativo, responsável com o seu trabalho, dinâmico, flexível, emocionalmente controlado e, o mais importante, disponível para aprender novas habilidades. Os profissionais multifuncionais tendem a se adaptar mais facilmente a mudanças organizacionais, sendo essenciais em épocas de crise ou mudança de escopo.

Na hotelaria, tais características ainda podem ser mais desejadas, perceptíveis e comuns. Pequenos empreendimentos sempre fazem contratações com essa visão de negócios. Hoteleiros são… hoteleiros. Não apenas camareiros, garçons ou recepcionistas.

Multifuncionalidade requer lealdade e hospitalidade na hotelaria

O premiadíssimo seriado Downton Abbey traz preciosas lições sobre serviços. Nos oito anos que foi ao ar, mais do que falar das firulas aristocráticas do início do século XX, falava de lealdade, multifuncionalidade e hospitalidade. Durante a guerra de 1914, o staff do castelo se desdobrou em muitos. Assistir o seriado durante o isolamento social é altamente recomendável, inclusive.

O multifuncional é o profissional que entende o processo da empresa, veste a camisa e está sempre disposto a ajudar no crescimento do local de trabalho. Seu empenho nos estudos, capacitações e funções é altamente desejável, tornando o trabalho de todos mais fácil. Não podemos confundir com multitarefas, apesar de ser uma linha tênue que separa os dois termos, um profissional multifuncional pode aderir várias tarefas, mas ele as executa com excelência. Já um profissional que se sobrecarrega de tarefas, não.

O que não é o profissional multifuncional?

Lógico que o profissional que vai exercer uma função na sua empresa não precisa conhecer todos os mínimos detalhes do trabalho assim que entra. No entanto, curiosidade e disposição para aprender e agir, se necessário, fora de sua função tradicional, devem ser os detalhes iniciais de uma contratação.

Tal característica tampouco se aplica às áreas de apoio: contabilidade, departamento pessoal e manutenção. Mas é completamente possível em operações.

Na normalização da situação, não seria ideal pensar no rodízio de funções?

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