A indústria hoteleira precisa definir melhor o conceito de ‘marca’

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A hotelaria gasta muito tempo falando sobre marcas. Isso pode ter algo a ver com o fato de que ela tem muitas marcas para falar. Mas para uma indústria que gasta tanto tempo lidando, falando, opinando, reclamando e classificando por meio de suas muitas marcas, será que há um bom entendimento do que realmente constitui uma marca.

Dentro da indústria de hospitalidade, a compreensão de uma marca é quase sem sentido para os hóspedes, mas relevante em maneiras completamente diferentes para os proprietários, operadores e as empresas. Para o convidado, há essencialmente apenas um punhado de “marcas” reais que importam e elas são as grandes empresas de guarda-chuva, como Marriott International, Hilton, Hyatt Hotels Corporation, Accor, InterContinental Hotels Group, Wyndham Hotels & Resorts, etc., juntamente com as marcas de reserva de terceiros, como Expedia, Booking e até Airbnb. A maioria de tudo o mais, de uma perspectiva do viajante, é uma submarca que existe para o negócio e razões logísticas.

Quando se olha até mesmo as marcas de hotéis mais bem-sucedidas recentes, a linha de pensamento torna-se ainda mais evidente. É também por isso que o lançamento de uma nova marca hoje não é tudo funcionalmente diferente de criar uma coleção. É tudo sobre distribuição. Então, quando se olha, por exemplo, para uma empresa como a Marriott, com sua enorme estabilidade, as conversas tendem a se desviar para essa idéia de que se eles têm muitas marcas, no final, qual é a verdadeiramente significativa?  A verdadeira marca de condução de toda a coleção é Marriott, ou alternativamente Bonvoy, por isso não importa para o consumidor final se é um Element, um Aloft, um Ritz, um Westin ou um JW. Importa se ele atende às suas necessidades individuais para a viagem específica e se percebe o pleno benefício de ficar dentro da família Marriott – pontos de fidelidade e reconhecimento.

A partir dessa perspectiva, a indústria hoteleira realmente não tem muitas marcas. E mesmo o número de submarcas parece totalmente irrelevante. Já uma coleção, basicamente está introduzindo dúzias a centenas de hotéis individualmente marcados em seu ecossistema e não há nenhum prejuízo de viagem nisso. Na verdade, muitos percebem  essa individualidade como algo positivo.

Acabamos de encerrar a 57ª edição da Equipotel com muitos negócios realizados e conhecimentos compartilhados, mostrando como a semana da hospitalidade é importante para o mercado! O próximo evento acontece ano que vem, mas continue nos acompanhando para conferir as novidades do setor que podem te ajudar a renovar seus negócios, se atualizar e conhecer as principais tendências.

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