Revivendo o espírito de inovação na indústria da hospitalidade

O setor de hospitalidade é uma das indústrias mais dinâmicas do mundo, mas nas últimas décadas perdeu muito de sua faceta inovadora, dado os avanços em tecnologia que estão rapidamente transformando a forma como vivemos e trabalhamos. Há novos modelos no negócio, sem dúvida, mas no jogo da hospitalidade existe uma necessidade definitiva em olhar como a tecnologia pode ser melhor e mais eficazmente integrada.

Nas décadas de 50 e 60, hotéis se destacavam pelas conveniências ‘modernas’ que ofereciam. Desde a concepção à incorporação de tecnologia, os quartos de hotel tinham uma vantagem sobre casas particulares com a prestação de comodidades como televisão a cores com controle remoto, linha direta de telefone e mobiliário ergonômico. Mais que isso, eram uma escapa do trivial, lugares para relaxar e explorar um novo estilo de vida que não era possível no aconchego do lar.

Hoje, em geral, isso não é mais o caso. Enquanto as necessidades e desejos dos viajantes estão mudando, evoluindo e se transformando em um ritmo dramático, a indústria da hospitalidade agora parece ser um espectador – ou recorrer a tecnologia como uma reflexão tardia, fornecendo apenas o essencial, como Wi-Fi. Observar como essa indústria tem reagido à mudança fundamental, como distribuição on-line e a economia de compartilhamento, tem quatro fases distintas: ignorar, racionalizar, resistir e abraçar.

Na primeira fase, simplesmente não se reconhece as realidades de mudanças e foco na forma confortável de fazer negócios. Na fase dois, pode-se reconhecer a mudança no mercado e consumidor, a adequação de comportamentos, mas posiciona-se como isso sendo uma moda passageira, que não afetará a indústria a longo prazo. Na terceira fase, finalmente se percebe que a mudança é significativa, mas a tentativa de impedir que aconteça é inerente. É somente na quarta fase, que a indústria aceita o desafio, abraça a mudança e busca soluções que ajudam na evolução das necessidades. Anos são perdidos entre a primeira e a quarta fases, resultando em interrupções, perda de quota do mercado e por aí vai.

Hoje, simplesmente não é possível viver na complacência. É importante não perder energia com as três primeiras fases. O fator-chave na transição é a implantação de tecnologia e a gestão de mudanças e melhorias. Essas devem ser considerações principais e objetivo final.

É servindo os hóspedes da melhor maneira possível, construindo a sua lealdade e criando excepcionais experiências que a indústria da hospitalidade pode avançar e permanecer competitiva. Isso colocará o mercado a todo vapor a frente das necessidades e aspirações dos clientes – não de forma reativa, mas proativamente. O foco da indústria hoteleira deve ser na criação de demanda por meio do “eu inovador”.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação