O que está faltando na hospitalidade de bem-estar?

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Bem-estar é um tema frequente em hospitalidade no momento. Entrar na maioria dos hotéis cinco estrelas com suas academias de primeira linha, spas oferecendo tratamentos variados, menus de serviço de quarto de acordo com alimentação mindfulness e com opções saudáveis é inerente. A saúde é tanto uma máquina de fazer dinheiro como um halo estético, um colírio para os olhos que cria fascínio.

A indústria do bem-estar é uma área multifacetada e com muitas peças móveis, mas quais são as oportunidades perdidas? Quais são as ideias que ainda não foram devidamente aplicadas em escala? Há uma interessante convergência de tendências: tanto viajantes contumazes como os millennials estão muito mais interessados no bem-estar do que antes.

O mundo da hospitalidade está colocando em prática coisas que eram valores atípicos há poucos anos atrás, principalmente na integração do bem servir com o bem viver. E existem algumas oportunidades nessa evolução e que podem agregar valor ao negócio.

1. Recuperação

Quartos de hotel são projetados para fazer você gastar. Eles não são necessariamente um espaço para a descanso. Quartos que são cientificamente calibrados para oferecer as melhores noites de sono, com o ar mais puro, mais calmos e insonorizados podem ser um diferencial. A maioria das ofertas atuais parece apenas apresentar uma solução superficial, sem realmente criar algo fenomenalmente tangível.

2. Olhando para além da cortesia

Nem só de drinks exóticos, sucos detox e alternativas verdes de cortesia devem viver os hotéis e spas. Existem formas de rentabilizar mais potentes, oferecendo novas abordagens para uma alimentação saudável e bem-estar, lançando um olhar um pouco além do que vem sendo feito. É preciso observar comportamentos de longa duração dos clientes, saber o que faz o visitante corriqueiro voltar, quando em grupo, como os hóspedes se comportam, o que acrescenta satisfação quando questionados em um feedback.

3. Não só de luxo

Bem-estar não precisa ser uma experiência de luxo. Profissionais da área afirmam que “a meditação é livre, a luz azul em um quarto pode ser gratuita, um tutorial de ioga via stream pode ser assistido sem custo”.

4. Educação e integração

Educação, programação e quantificação podem aprofundar o que está atualmente no mercado. Uma coisa é aprender, outra é permanecer em voga no mercado, otimizar o desempenho e sobressair ante a concorrência. Um bom exemplo é o que vem fazendo a Qantas, empresa aérea australiana e a terceira mais antiga do mundo, fundada em 1920, e começando a operar voos internacionais em 1935, que tem trabalhado com o Instituto de Pesquisa Charles Perkins, para otimizar seu serviço em percursos ultralongos. A inovação aqui é interessante: a Qantas projetou um menu completo para voos de 16h com o uso de triptofano em determinados alimentos à base de proteínas para inspirar o sono, além de luz adequada, umidade na medida correta e outros fatores.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação